Entre Fé e Fragilidade, A Poesia de Luiz Octávio Cunha dos Santos

Luiz é poeta esporádico, transcreve sobre o dia a dia e as vivências comuns no auge dos seus 24 anos. Transforma o sublime em algo belo, procurando nuances imperceptíveis na rotina atribulada.

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Rasgo minha pele em prece
todas as noites
na vã tentativa
de esquecer o teu toque.

Costuro minha boca
para não invocar
teu santo
nome.

E me pergunto
para qual deus você reza
tentando esquecer
a religião que fomos?

Complexo de Midas.

Sempre tão ocupado em trazer todas as riquezas do mundo aos meus pés 
e tentando transformar
cada centímetro
do meu corpo em ouro,
você não percebe que
na minha mente a única moeda de troca é o amor.

Gentil. Sincero. Inegociável.

Coisa que a sua ganância em me ter
a todo e qualquer custo não consegue ver nem tocar.

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