Entre a Dor e o Tempo – Dois Poemas de Hilda Martins

A poesia de Hilda Martins transita entre a dor, a saudade e as reflexões sobre o tempo. Em versos que pareiam sentimentos universais, ela nos convida a olhar para dentro, reconhecendo no íntimo de cada palavra a beleza das emoções humanas. Neste espaço, compartilhamos dois de seus poemas, que falam sobre a fragilidade da vida e a força das memórias.

Dor e saudade

A dor e a saudade invadem nosso peito, nossa alma; 
hoje descobri que você foi embora e com certeza não nos veremos mais aqui neste lugar.
Ah! Como dói, como minha alma está gritando dentro de mim, com sua partida tão inesperada.
Queria muito ter estado com essa mulher, mãe, vó, que ensinou que o mais importante é o amor.
Você foi ... Ficaram somente as poucas lembranças em minha memória, que carregarei comigo para sempre.
Descanse, agora você está bem. A sua dor já não existe mais, mas, seu amor ficou eternizado dentro de nós.
Oh! Deus, obrigada pela oportunidade de conhecer essa mulher em vida.
Com sua partida, descobri que na vida só ficam as lembranças e o amor guardados na memória.
A dor e a saudade hoje, são o amor que aprendi com você.

Às vezes

Às vezes o tempo;
Às vezes o vento;
Às vezes sem entender.
Às vezes a saudade;
Às vezes a dor;
Às vezes o amor.
Às vezes a tristeza;
Às vezes a compaixão;
Às vezes a ilusão.
Às vezes fraca
Às vezes forte;
Às vezes o vazio;
Às vezes o preenchimento.
Às vezes a solidão;
Às vezes a compaixão;
Às vezes a gratidão.
Às vezes as nuvens;
Às vezes o sol;
Às vezes a chuva.
Mas, em todas às vezes a lágrima que escorre no rosto tem a certeza de que o às vezes será sempre às vezes

Sobre a autora:
Hilda Silva Martins Souza nasceu em Manaus, filha de Raimundo e Filomena. Casada com Rogério, é formada em Letras – Língua Portuguesa, embora tenha construído sua trajetória profissional na área administrativa. Apaixonada pela natureza, pela leitura e pela fotografia, encontra na escrita uma forma de dialogar consigo mesma e com o mundo. Suas palavras refletem sua busca constante pela presença de Deus e pelo significado das pequenas coisas da vida.

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